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Teste da tecnologia StoreMI da AMD – Armazenamento

Teste da tecnologia StoreMI da AMD

Introdução

A tecnologia StoreMI da AMD permite utilizar um SSD para aumentar o desempenho no acesso de um disco rígido ou mesmo de um SSD, competindo diretamente contra a tecnologia Rapid Storage da Intel. Vamos ver como esta tecnologia funciona e se vale a pena utilizá-la.

O conceito por trás da tecnologia StoreMI não é novo: a Intel já oferece algo parecido desde 2011, com a tecnologia Rapid Storage (que utiliza um SSD como cache para um disco rígido), e mais recentemente, com a memória Optane, que funciona como um cache de baixa latência.

No entanto, a tecnologia StoreMI apresentada pela AMD tem um funcionamento um pouco diferente do modelo da Intel.

Em um sistema de cache como aquele utilizado pela Intel e por discos rígidos híbridos, os dados ficam todos efetivamente gravados no disco rígido, e o sistema cria uma cópia dos dados mais acessados dentro da unidade SSD mais rápida. Assim, quando estes dados são requeridos pelo sistema, eles são lidos do SSD e não do disco rígido, mas como o SSD armazena apenas uma cópia desses dados, o espaço oferecido por ele não fica disponível para o usuário. Assim, se você tiver um disco rígido de 1 TB combinado com um SSD de 120 GiB, o espaço disponível para o usuário continua sendo de 1 TB.

Já no sistema utilizado pela tecnologia StoreMI, ao unir um disco rígido de 1 TB com um SSD de 120 GiB, é criada uma unidade de armazenamento virtual cuja capacidade é igual à soma das capacidades das duas unidades, tal como em arranjos JBOD (Leia o nosso tutorial “Tudo o que você precisa saber sobre RAID” para saber o que é um arranjo JBOD). A grande sacada é que o sistema distribui os dados de forma inteligente, mantendo os dados mais utilizados na porção mais rápida e o restante na porção mais lenta.

Assim, uma combinação (“Tier”, que é a nomenclatura utilizada nesta tecnologia) vai ser sempre composta por duas unidades, o “Slow Tier” (unidade mais lenta, que pode ser um disco rígido ou SSD) e o “Fast Tier” (unidade mais rápida, que deve ser um SSD).

Atualmente, o StoreMI só permite um “Fast Tier” de, no máximo, 256 GiB. Se o SSD utilizado para esta função tiver uma capacidade maior do que esta, o espaço restante ficará disponível como uma unidade virtual. Assim, se você utilizar, por exemplo, um SSD SATA de 1.000 GiB como “Slow Tier” e um SSD PCI Express de 512 GiB como “Fast Tier”, após a implementação do StoreMI ficará com uma unidade de 1.256 GiB e outra de 256 GiB.

Outra característica da tecnologia StoreMI é que ela pode ser utilizada na unidade principal (aquela onde o Windows está instalado) ou em uma unidade secundária. A tecnologia Optane da Intel, por outro lado, só pode ser utilizada para acelerar a unidade principal.

Além da combinação de duas unidades de armazenamento, a tecnologia StoreMI ainda permite que 2 GiB de memória RAM sejam alocados como cache. Isto permite acelerar leitura e escrita mas, obviamente, este cache é apagado cada vez que o computador é desligado ou reiniciado.

A tecnologia StoreMI está disponível gratuitamente para placas-mãe soquete AM4 com chipset da série 400 (B450, X470) e para soquete TR4 (chipset X399). Para placas-mãe da série 300 (A320, B350 e X370) o software Enmotus FuzeDrive, na qual a StoreMI é baseada, está disponível para compra por US$ 19,99 na versão básica (até 128 GiB de SSD, 2 GiB de cache de RAM) ou US$ 59,99 na versão Plus (até 1 TiB de SSD, 4 GiB de cache de RAM).

Na próxima página vamos ver como é o processo de configuração da tecnologia StoreMI.

Reportagem original

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